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sábado, 7 de julho de 2012

Governo anuncia construção de Unidade Pro Paz em Jacareacanga

A construção de uma Unidade Integrada Pro Paz, composta por policiais civis e militares, o aumento do efetivo da PM e total apoio na apuração do assassinato do índio Leo Akay Munduruku são algumas das ações que o governo do Estado fará em Jacareacanga, a fim de restabelecer a ordem e a segurança na sede do município, no sudoeste do Pará. As ações foram garantidas pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, na sexta-feira (06), em reunião com lideranças da etnia Munduruku e outras autoridades do Sistema de Segurança Pública do Pará. Segundo o secretário, a construção da Unidade Pro Paz deverá começar dentro de 15 dias, com a presença da coordenadora do programa, Izabela Jatene. 

Além de aumentar o efetivo da Polícia Militar, o secretário disse que também será trocada a guarnição no município. Ele garantiu, ainda, "o apoio necessário para que possam constituir uma comissão para conversar com o governador Simão Jatene, em Belém, além de acelerar os casos que estão parados e intensificar as investigações para instruir o processo referente ao homicídio do indígena Leo Munduruku, com o devido encaminhamento ao Poder Judiciário”. Luiz Fernandes Rocha ressaltou “que não adianta destruir prédios públicos, porque desta maneira quem ganha são os bandidos, e não a população".

A comitiva do governo do Estado, tendo à frente o titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), foi recebida por cerca de 1.600 pessoas, entre indígenas e moradores da sede de Jacareacanga, no início da tarde desta sexta-feira. O encontro entre o secretário e as lideranças Munduruku aconteceu na Praça Cristina Ribeiro. Luiz Fernandes Rocha e as demais autoridades seguiram até o coreto da praça, ladeados pelos índios. Em seguida, as lideranças se apresentaram ao secretário e informaram as reivindicações, já enviadas ao governo federal.

Segundo o líder Munduruku, Waldeliro Manuari, a revolta dos índios, que resultou na destruição do destacamento da Polícia Militar na sede de Jacareacanga, na madrugada de segunda-feira (2), "fez com que solicitássemos a presença do governador Simão Jatene e do juiz que julgará a sentença do assassino do nosso parente, Leo Akay Munduruku. Acreditamos que o secretário vai atender nossas reivindicações. Ficamos tristes porque algumas imprensas (veículos de comunicação) mentiram sobre nossas ações no município. Uns disseram que estávamos planejando saquear bancos e o comércio local, e ainda que estávamos maltratando as autoridades. Tudo isso é mentira!", disse Waldeliro.

O secretário Luiz Fernandes Rocha recebeu as reivindicações, conforme havia sido acordado com as lideranças locais. Dos diversos itens apresentados, alguns são de competência do Poder Judiciário, e outros da esfera federal. Segundo o secretário, o que diz respeito ao Executivo, o governo se compromete a atender. Os indígenas pediram a construção imediata de uma delegacia na cidade, mas o secretário informou que o governo já decidira pela construção da Unidade Pro Paz, que além do efetivo policial oferece à população ações nas áreas de educação e cidadania.

O reforço do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar ficará na cidade, para realizar uma série de ações destinadas ao combate à criminalidade e à restauração da ordem, como a instalação de barreiras, incursões, fiscalizações em bares e locais de festas, combate ao tráfico de entorpecentes.

De acordo com o subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Walcir Queiroz, “todas as ações serão integradas com o grupamento da Polícia Civil, que também permanecerá no município sob o comando do delegado Raimundo Benassuly, por determinação da Segup”. O coronel Walcir esteve à frente das negociações com as lideranças indígenas, gerenciando o gabinete de crise instalado ainda em Itaituba (município que fica a 400 km de Jacareacanga).

Além do secretário Luiz Fernandes Rocha, integraram a comitiva do governo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes; o secretário geral adjunto da Polícia Civil, delegado Rilmar Firmino, e a promotora pública de Jacareacanga, Maria Raimunda Silva.


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