Vacina 2ª Dose

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Paciente hospitalizada no Hospital Regional pode estar com gripe suína‏

Um caso suspeito de o vírus Influenza A (H1N1) conhecida como gripe suína, está envolto em sigilo. A paciente é Leonora Vitor de Sousa, de 36 anos, que residente na comunidade de Nova  Aliança, no distrito de Juruti Velho, no município de Juruti. A paciente estava grávida, e foi trazida de Juruti para Santarém com suspeita de virose, duas semanas atrás. De lá para cá, a paciente deu a luz a uma criança do sexo masculino na sexta-feira, dia 16, no começo da noite. Logo após o parto, a criança permaneceu no Hospital Municipal, e passa bem. A mãe foi removida para a UTI do Hospital Regional, e estaria isolada dos demais pacientes.

A falta de informações sobre o diagnóstico da doença, aliada aos cuidados especiais de isolamento, levam a crer que ela teria contraído o vírus da gripe suína. A reportagem do O IMPACTO conseguiu localizar a irmã da paciente, que sem saber da gravidade do caso, concedeu entrevista à nossa reportagem. Gisele Matos contou que obteve informação dos médicos do Pronto Socorro, de que Leonora estaria com suspeita de pneumonia, e que não se trata de vírus e sim de uma bactéria ainda não diagnosticada.

“Começou como se fosse uma virose, e depois vieram uma falta de ar e cansaço. Ela mora do interior de Juruti e a doença dela foi diagnosticada lá como sendo pneumonia. Depois com a gravidade do caso, ela foi trazida pra Santarém, onde confirmaram que era uma pneumonia muito grave”, conta Gisele em reportagem ao IMPACTO. Mais adiante, Gisele diz que “a criança está bem, no setor de obstetrícia do Hospital Municipal. Ela teve o bebê na sexta-feira à noite, e logo foi para o Hospital Regional. Ela está na UTI do Regional e o caso dela continua grave. Até agora não temos uma definição do que possa ser. A única certeza que temos, é que o caso é grave, conforme palavras do médico que está cuidando dela. O médico disse que a resistência dela está muito baixa e que eles estão fazendo de tudo pra que ela reaja”, concluiu Gisele.

Apesar de Leonora ter sido transferida na sexta-feira com a suspeita, a reportagem só tomou conhecimento, no final da manhã de domingo.

Tentamos falar com o diretor do Hospital Municipal, onde a paciente esteve por duas semanas, mas apesar de 6 tentativas, o telefone dele estava fora de área, durante todo o dia.

Nossa reportagem ao investigar a suspeita, acabou descobrindo um caso de uma paciente com suspeita de dengue hemorrágica, que a exemplo de Leonora, também está grávida de 6 meses.

A reportagem do O IMPACTO tentou entrar em  contato com a Assessoria de Comunicação do Hospital Regional, e fomos atendidos por Amarildo Sena. Ele confirmou os dois casos: da paciente com dengue e pneumonia. Como também da suspeita da gripe H1N1, as duas estão na UTI do HRBA. A irmã da paciente grávida de 6 meses, garantiu que tem o laudo confirmando o caso de dengue hemorrágica e pneumonia. Garantiu também que ouviu nos corredores do Hospital Regional, que havia uma grávida com suspeita de gripe suína. Disse ter tomado um susto, por achar que se tratava de sua irmã. Um enfermeiro a deixou tranqüila dizendo “que não tem nada a ver com a sua irmã. Trata-se de outra pessoa”. A identidade da paciente com dengue hemorrágica será omitida a pedido de familiares.

Desde que a gripe suína entrou no Brasil, o Pará chegou a liderar os estados do Norte com caso da doença. Durante junho de 2009 a julho de 2010, a população do Brasil esteve em estado de alerta.

Em 2009 Santarém registrou o primeiro caso confirmado de uma estudante de 21 anos, que foi a Belém participar de um evento acadêmico, e acabou contraindo a doença. Apesar de ter na época ficado em estado grave, conseguiu sobreviver.

Especialistas dizem categoricamente que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade dos casos. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus.

Mesmo assim, como não há confirmação, a versão dos médicos que acompanham o caso, é de muita cautela, para não deixar a população apreensiva daí as dificuldades da reportagem de conseguir dados mais contundentes.

Se for confirmado o caso, as recomendações à população devem voltar a acontecer. Atitudes básicas  de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos freqüentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.


Fonte: O impacto

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