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sexta-feira, 23 de março de 2012

Jovem ficou com paralisia cerebral após erro médico

A família de uma mulher, 29 anos, que ficou com paralisia cerebral após realizar uma cirurgia no Hospital Municipal de Belterra acusa o médico clínico geral Iohan Pereira Guedes de erro médico. Segundo a família, o acusado não solicitou os exames necessários para o procedimento.

“A cirurgia em si era uma cirurgia de alta complexidade, porém o doutor Iohan não pediu os exames pré-operatório e de risco cirúrgico como é de práxis para pedir, mesmo assim ele fez a cirurgia”, relata o tio da vítima Antônio Xavier.

A cirurgia para a retirada de um tumor benigno na região cervical da paciente Maria Albenisia foi realizada no dia 3 agosto de 2011. 

No procedimento ela teve uma parada cardiorrespiratória e foi transferida para o Hospital Municipal de Santarém (HMS) em estado clínico grave. O laudo realizado pelo médico de plantão constatou a gravidade do caso e apresentou a suspeita de intoxicação da paciente por lidocaína, anestésico usado em cirurgias.
Laudo do Hospital Municpal de Santarém apresentou suspeita de intoxicação
A enfermeira assistente do médico em Belterra, que não quis ser identificada, confirmou a informação e afirmou que Iohan aplicou uma dose de 40 ml de anestésico, quantidade máxima recomendada, e depois mais 20 ml. Segundo a enfermeira, para preencher o relatório que descreve o procedimento cirúrgico, o médico recorreu à internet.

"Ele buscou na internet de um cyber como é que se faz (...) onde ele já tinha feito a cirurgia, e ainda foi buscar na internet porque nem ele sabe descrever a própria cirurgia que ele fez”, relata. 

O relatório da Secretaria Municipal de Belterra, consta que o médico Iohan Pereira realizou uma cirurgia com uma técnica de enfermagem e que não foram solicitados exames pré-operatório e nem de risco cirúrgico em relação aos resultados de análises apresentadas pela paciente. O documento mostra ainda que o hospital do município não possuía autorização de funcionamento e que o médico realizou o procedimento como cirurgia de ambulatório.
Relatório Secretária Municipal de Belterra
 O médico que atende no HMS nega a acusação. Iohan explica que a sua função de clínico geral sem especialização não impede de realizar a cirurgia. “Não foi um procedimento cirúrgico de abertura de cavidade, não foi um procedimento que necessitasse de anestesista foi um procedimento cirúrgico ambulatorial retirada de unha, retirada de sinal, retirada cisto estão dentro da mesma gama de procedimentos que são feitos ambulatorialmente”, enfatiza. 

O Conselho Regional de Medicina (CRM) alegou que a prática não é ilegal, mas que o médico deve assumir as responsabilidades dos riscos.

A família da mulher apresentou denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE).O MPE encaminhou um ofício no dia 21 de setembro de 2011 ao delegado de Belterra sugerindo a instauração de inquérito policial para apurar o caso. Apesar da solicitação, a Polícia Civil ainda não iniciou a investigação. 

"Até o momento a família dessa jovem não nos procurou e existe nesse episódio a possibilidade de uma lesão corporal culposa e precisa que a pessoa ofendida ou alguém da família apresente”, explica o delegado de Belterra João Manoel.

O MPE encaminhou novamente um ofício à Polícia Civil para que o inquérito seja instaurado e as investigações iniciem .


Fonte: Notapajos

  

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